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Jovem, estudante de Ciência da Computação na UFPE. Tem sede de conhecer e de ser conhecido pelas suas idéias. Esqueça a exatidão e o método; venho mostrar minha cara, minha música, minha poesia, meu âmago escancarado e arreganhado.

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sábado, 31 de julho de 2010

Clipagem: Veganismo pelo planeta

Novo relatório da ONU condena produção de carne e laticínios*

Seja vegano, se quiser salvar o planeta. Não foi exatamente com essas palavras que o mais novo estudo do programa ambiental da Organizações das Nações Unidas (UNEP) propôs uma solução para o problema ambiental atual, mas foi essa a ideia por trás do relatório “Avaliação dos impactos ambientais do consumo e da produção”. Divulgado no início de junho, o estudo apontou a produção de alimentos, principalmente aqueles de origem animal, como o impacto mais significativo sobre o planeta e a principal contribuidora para as mudanças climáticas.

Em porcentagens, a agricultura foi responsável pelo consumo de 70% da água doce do mundo, 38% do uso da terra e 14% das emissões de gases estufa. “A produção de comida está envolvida com o alto consumo de água, a superexploração dos pescados e a poluição. Tanto as emissões de gases poluentes quanto a exploração da terra estão intimamente ligadas ao tipo de dieta. Os produtos animais, carnes e laticínios, em geral, requerem mais recursos e causam maiores impactos do que os alimentos vegetais”, concluíram os pesquisadores. Além do consumo dos produtos de origem animal, o UNEP condenou os combustíveis fósseis, como o petróleo, e as frutas e os vegetais não sazonais preservados em freezers ou transportados em aviões que também contribuem para a emissão de gases poluentes.

Para piorar as expectativas, os pesquisadores estimam que esses impactos cresçam devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Isso porque, segundo o relatório, ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil oferecer alternativas quando o assunto é alimentação: “Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta eliminando produtos animais.” Para Achim Steiner, diretor da UNEP, uma simples pergunta como “o que eu posso fazer primeiro?” é mais complexa do que os consumidores interessados em preservar o ambiente podem imaginar. “A solução para esse dilema começa com a avaliações científicas que identificam os maiores problemas ambientais do século 21. E termina com uma avaliação individual de nossas atividades diárias, se quisermos realmente uma economia verde nos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, avaliou.

Além da produção e consumo de alimentos, o relatório analisou os impactos causados pela construção civil, transportes e produtos manufaturados, principalmente os eletrônicos. Entre os problemas das edificações, os analistas apontam para os impactos provocados pelo uso de eletricidade baseada em combustíveis fósseis. Enquanto que nos transportes o maior problema ainda são os veículos particulares. “Apesar de ainda serem pequenas, as emissões provenientes da aviação vêm crescendo rapidamente e ocorrem nas camadas mais altas da atmosfera, que são mais vulneráveis às emissões”, apontou a avaliação. “Esse relatório focou não nos efeitos da pressão ao meio ambiente, mas nas causas. Ele descreve essas pressões como resultado das atividades econômicas que são realizadas com um propósito, satisfazer o consumo”, explicou o professor Edgar Hertwich, principal responsável pela pesquisa. Foi ele também que afirmou que os produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção, com areia e cimento, plásticos e metais. “Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis.”

Para ler o relatório na íntegra em PDF (disponível no momento apenas em inglês), acesse o endereço: www.alturl.com/fj3p. Ou leia mais na página 52.

* fonte: Revista Vegetarianos #45 (julho 2010) - www.revistavegetarianos.com.br

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coisas que a gente só faz quando não tem outra coisa alguma pra fazer.

Me dei um tempo de ócio relativo como descrito em post anterior. Tempo suficiente pra meditar e também pra adquirir habilidades no manuseio da Magnum AWP no Counter Strike. 8]

O tempo serviu inclusive pra voltar no tempo. Sim. Voltar no tempo, como sempre faço. Se o passado é bom, por que não resgatá-lo? Voltei pouco e voltei muito. O muito é comum: vídeos antigos no Youtube, músicas antigas no disco rígido (Roupa Nova, 14 Bis, Boca Livre). Voltei pouco com as fotos que estão no meu computador. Tempo de pré-vestibular (2006)... começo de faculdade (2007, quando estava empolgadíssimo) e o primeiro namoro... o segundo e atual namoro e por aí vai até foto de poucas semanas atrás.

Em quatro, cinco anos de lembranças fotográficas passa um bom resumo do que aconteceu na minha vida. De 2006 -- evangélico, sisudo, bipolar, porém estudioso -- até 2010 -- ateu, extrovertido, cafeinicamente eufórico, mas não tão focado nos estudos -- foi uma mudança da água para o caldo de cana. Inclusive meu visual. Cara lisa, cara com pouca barba, "bigode de cobrador", cara barbuda... E o cabelo? Comum, lustrosamente CARECA, e o cabelo que tive durante todo o ano passado: o "black".

Pior é que me bateu uma saudade imensa desse cabelo afro. Acho que ele fazia parte de mim, no sentido de ser feito PARA MIM. Era minha identidade. Meu cartão de visita. Meu diferencial. Uma espécie de "vai tomar no cu tu e tua convenção estética", só que bem mais polido. Era pra chamar atenção? Sim, claro. E não vejo nada de errado em você querer chamar atenção ressaltando uma característica sua. As mulheres sabem do que estou falando. Por que o cortei? Cortei-o por pressão da namorada, família, pessoas próximas e do bom senso. Só não sei agora se o Bom Senso & cia. ltda. indicou a melhor escolha.

Mas não faz mal. O cabelo demorou 13 meses crescendo livre. Segundo os IBGEs da vida, pela expectativa de vida média do brasileiro, posso fazer esse cresce-corta umas outras 50 vezes.

Vamos ver a partir de agora, com a experiência anterior e com o trabalho (até começo de janeiro do ano que vem), como fica sair da linha.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pixel-crônicas do dia-a-dia

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

Baseado na campanha We troll the world! do Blog do FU. Riariariarairaira!!!11onze

domingo, 20 de junho de 2010

E aí?

Me senti motivado a escrever esse post depois de uma conversa (bem educada: cada um dava um tabefe por vez) com minha namorada sobre que rumo tomará a nossa vida. Claro, fazemos planos. A motivação? Minha faculdade. Essa é uma das poucas motivações que ela me dá: escrever num blog.

Recentemente, parei de frequentar as aulas da faculdade. Como costumo dizer, eu autoconcedi-me férias a mim mesmo por conta própria. Sinto-me bem desmotivado de ir às aulas, fazer os trabalhos, estudar a matéria, etc. Sinto-me desmotivado até pra sair de casa. Não que tenha decidido definitivamente abandonar meu curso ou mesmo desistido de seguir carreira acadêmica ou pelo menos me graduar, mas eu estou certo de que existe vida inteligente e plena fora da academia. Talvez seja só uma forma de expressar minha não concordância com o sistema de ensino. Tá bem. Mesmo assim, não seria a forma mais segura. Mas o que é viver senão arriscar?

Preguiçoso? Desorganizado? Inconsequente? Talvez um pouco de cada coisa. Todos nós temos disso. A vida seria não teria nem um quantum de graça se fizéssemos tudo certo. Nem se pudéssemos fazê-lo o faríamos.


Como eu sou meio retardado, a idade em que me chega a indecisão da vida é essa: 24 anos. Agora estou eu aqui sem saber o que faço com tanto talento guardado. (Maiuia!) Músico? Professor? Matemático? Programador? Michê? Em que medida eu me encaixo na descrição do adágio inglês "master of all trades, jack of none"?

O fato é que eu tô até me sentindo confortável nessa situação de "liberdade". Trabalhando não tanto, interagindo com o mundo pela Internet, escutando música. A vida que eu pedi a Deus. Só tem um problema: eu não acredito mais em deus. Devo buscar outra vida?

Não sei. É muito pouco tempo pra dizer qualquer coisa, para bem ou para mal, a respeito do meu modo de vida atual.

sábado, 19 de junho de 2010

Zamburrê: reestruturando

Bem. Eu sei que são poucos os que lêem esse blog, mas de qualquer modo dou nele satisfações da banda.

A última formação da banda Zamburrê contava com Pipo na guitarra, Sandrinho na bateria, Tony no vocal e Cleydyr Zambo no contrabaixo (este que vos escreve). Uma das formações que mais avançou com o nosso objetivo de conquistar o planeta música partindo de Moreno.

Contudo, o nosso amigo Tony teve que sair da banda por motivos pessoais (religiosos, pra ser mais exato) e agora estamos trabalhando com um novo vocalista para nos entrosarmos e reformar um pouco o som da banda. Agora contamos com a força do nosso companheiro Eraldo Júnior, figurinha conhecida no meio musical da RMR.

Estamos nos adaptando ainda, o Tony foi praticamente o fundador da idéia do Zamburrê. Acredito que alcançaremos nossos objetivos e seremos gratos pela contribuição que ele deu pra direcionar o nosso trabalho com seu estilo e entusiasmo. Desde já agradeço em nome do Zamburrê.

Pra finalizar o post, alguns vídeos dos nossos ensaios com ele no vocal:








sábado, 12 de junho de 2010

14 Bis – O primeiro encontro

Recife, 11 de junho de 2010. Uma sexta-feira qualquer. Um dia a mais da rotina que teima em nos matar, mas a gente sempre a vence nesse último capítulo.

O dia me começou tarde, como vem sendo corriqueiro nessas últimas semanas. Sexta-feira? Dia de encontrar a galera da iniciação científica! Dia também de dar as caras no trabalho. Dar aula, né? Apesar de que os alunos não se sentem muito entusiasmados para ir à aula na sexta-feira. Mas isso é assunto pra outro post.

Dar aula à noite. E no fim da noite, um evento programado também há algumas semanas:

@Banda14Bis no Teatro da UFPE dia 11/06!!!! \o/ Choreeeeeei! :')

2:31 AM May 21st via web


Um show de que fiquei sabendo por acaso, mas que foi um passo-a-passo de emoções à espera do grande dia:

Eu já disse por aqui q sexta-feira tem show do 14 bis??? *-* Tô cAntando os segundos a 4 vozes. (Bem desafinado, mas tudo bem. ^^)

1:41 AM Jun 7th via web


E no grande dia, enfim:

Boa tarde, tuiteiros. #gentilezaisalive Hoje tem IC, trabalho e depois 14 Bis. Só falta saber como conciliar. É tudo improviso. ~~/ö/

12:53 PM Jun 11th via web


E foi improviso mesmo. Mas valeu a pena tudo.

Ainda que no meio show tivesse notado que não tinha levado a câmera. (E agora tenho 85% de certeza de que perdi.) Ainda que tenha perdido as duas primeiras canções executadas pela banda, apesar de ter pego um táxi. Ainda que não pudera achar meu assento reservado na fila AC — a terceira mais próxima ao palco — e curtido o show inteiro em pé. Ainda que sem companhia pra curtir a apresentação. Ainda que o caralho, foi um show pra ficar marcado pra sempre na minha vida: eu vi o 14 Bis na minha frente, ao vivo e em cores. Apertei a mão dos integrantes, eu os abracei, eu tenho registros da minha admiração por eles e deles por mim, como fã deles. Foi surreal. Nunca estive tão impressionado.

Eles demonstraram ser pessoas extremamente humildes. Receberam todas as pessoas que foram até lá interagir com eles. Um show à parte depois da apresentação também emocionante.

Espero encontrá-los em outras ocasiões, quando eles poderão autografar as fotos (reproduzidas abaixo) em que eles aparecem do meu lado. Ídolos de uma geração - que não foi a minha, mas duas ou três anteriores. (Eu disse ao Cláudio, guitarrista e vocalista do grupo, que "eu não tenho idade pra curtir o 14 Bis", ao que ele me disse algo como: "Que nada! Música não tem prazo validade. Quem tem é a gente."). A eles, meu carinho todo especial.


Agradeço à boa alma da Eugênia Caldas que me alugou gratuitamente seus dois filhos para me fotografar ao lado dos integrantes da banda.