Publicado originalmente no blog Acerto de Contas em 03/04/2009
E Mao Tse-Tung deve estar se revirando no túmulo… Se existir mesmo vida após a morte, o camarada Mao está sendo obrigado a assitir sua República Popular da China (que de popular não tem nada, convenhamos!) salvar o capitalismo no mundo. Não apenas pelo vigor de sua economia, sem à qual a depressão mundial atual seria muito maior, mas também porque estão dizendo por aí que a China fará um aporte equivalente a US$ 300 bilhões para o Fundo Monetário Internacional.
Esse aporte é fruto do acordo feito, ontem, na reunião do G-20 (grupo de 22 países que juntos reúnem 85% da economia mudial). A cúpula teve como resultado prático definir uma injeção de US$ 1,1 trilhão no FMI, para que este ajude diversos países no mundo a sair do buraco. Também ficaram definidos inúmeros acordos para futura regulação do mercado financeiro, coisa que eu não acredito muito que vá acontecer na prática.
Confirmada a doação de US$ 300 bilhões (equivalente à toda reserva em dólar do Brasil), a China deve ser tornar a maior “acionista” do FMI. E também ganhará força para ditar como os países endividados conduzirão suas economias, como fizeram os EUA, a França e a Inglaterra quando esses países davam as cartas no fundo.
Certa vez, conversando com o governador pernambucano Eduardo Campos, que é economista de formação, ele me disse que sentiríamos saudade do imperialismo ianque se o resultado da atual crise for a prevista substituição dos Estados Unidos pela China na liderança política mundial.
Tendo em vista como o Governo Chinês conduz as coisas lá dentro, Eduardo deve estar coberto de razão.

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