Me senti motivado a escrever esse post depois de uma conversa (bem educada: cada um dava um tabefe por vez) com minha namorada sobre que rumo tomará a nossa vida. Claro, fazemos planos. A motivação? Minha faculdade. Essa é uma das poucas motivações que ela me dá: escrever num blog.
Recentemente, parei de frequentar as aulas da faculdade. Como costumo dizer, eu autoconcedi-me férias a mim mesmo por conta própria. Sinto-me bem desmotivado de ir às aulas, fazer os trabalhos, estudar a matéria, etc. Sinto-me desmotivado até pra sair de casa. Não que tenha decidido definitivamente abandonar meu curso ou mesmo desistido de seguir carreira acadêmica ou pelo menos me graduar, mas eu estou certo de que existe vida inteligente e plena fora da academia. Talvez seja só uma forma de expressar minha não concordância com o sistema de ensino. Tá bem. Mesmo assim, não seria a forma mais segura. Mas o que é viver senão arriscar?
Preguiçoso? Desorganizado? Inconsequente? Talvez um pouco de cada coisa. Todos nós temos disso. A vida seria não teria nem um quantum de graça se fizéssemos tudo certo. Nem se pudéssemos fazê-lo o faríamos.

Como eu sou meio retardado, a idade em que me chega a indecisão da vida é essa: 24 anos. Agora estou eu aqui sem saber o que faço com tanto talento guardado. (Maiuia!) Músico? Professor? Matemático? Programador? Michê? Em que medida eu me encaixo na descrição do adágio inglês "master of all trades, jack of none"?
O fato é que eu tô até me sentindo confortável nessa situação de "liberdade". Trabalhando não tanto, interagindo com o mundo pela Internet, escutando música. A vida que eu pedi a Deus. Só tem um problema: eu não acredito mais em deus. Devo buscar outra vida?
Não sei. É muito pouco tempo pra dizer qualquer coisa, para bem ou para mal, a respeito do meu modo de vida atual.
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