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Jovem, estudante de Ciência da Computação na UFPE. Tem sede de conhecer e de ser conhecido pelas suas idéias. Esqueça a exatidão e o método; venho mostrar minha cara, minha música, minha poesia, meu âmago escancarado e arreganhado.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coisas que a gente só faz quando não tem outra coisa alguma pra fazer.

Me dei um tempo de ócio relativo como descrito em post anterior. Tempo suficiente pra meditar e também pra adquirir habilidades no manuseio da Magnum AWP no Counter Strike. 8]

O tempo serviu inclusive pra voltar no tempo. Sim. Voltar no tempo, como sempre faço. Se o passado é bom, por que não resgatá-lo? Voltei pouco e voltei muito. O muito é comum: vídeos antigos no Youtube, músicas antigas no disco rígido (Roupa Nova, 14 Bis, Boca Livre). Voltei pouco com as fotos que estão no meu computador. Tempo de pré-vestibular (2006)... começo de faculdade (2007, quando estava empolgadíssimo) e o primeiro namoro... o segundo e atual namoro e por aí vai até foto de poucas semanas atrás.

Em quatro, cinco anos de lembranças fotográficas passa um bom resumo do que aconteceu na minha vida. De 2006 -- evangélico, sisudo, bipolar, porém estudioso -- até 2010 -- ateu, extrovertido, cafeinicamente eufórico, mas não tão focado nos estudos -- foi uma mudança da água para o caldo de cana. Inclusive meu visual. Cara lisa, cara com pouca barba, "bigode de cobrador", cara barbuda... E o cabelo? Comum, lustrosamente CARECA, e o cabelo que tive durante todo o ano passado: o "black".

Pior é que me bateu uma saudade imensa desse cabelo afro. Acho que ele fazia parte de mim, no sentido de ser feito PARA MIM. Era minha identidade. Meu cartão de visita. Meu diferencial. Uma espécie de "vai tomar no cu tu e tua convenção estética", só que bem mais polido. Era pra chamar atenção? Sim, claro. E não vejo nada de errado em você querer chamar atenção ressaltando uma característica sua. As mulheres sabem do que estou falando. Por que o cortei? Cortei-o por pressão da namorada, família, pessoas próximas e do bom senso. Só não sei agora se o Bom Senso & cia. ltda. indicou a melhor escolha.

Mas não faz mal. O cabelo demorou 13 meses crescendo livre. Segundo os IBGEs da vida, pela expectativa de vida média do brasileiro, posso fazer esse cresce-corta umas outras 50 vezes.

Vamos ver a partir de agora, com a experiência anterior e com o trabalho (até começo de janeiro do ano que vem), como fica sair da linha.